Seja Bem Vindo!

"O verdadeiro mestre é aquele que da condições para que seu discípulo o supere".

"O caráter de Cristo em nossas vidas materializa-se não pelas palavras que falamos, mas pelas nossas atitudes e exemplos. Palavras se vão, exemplos ficam". (ARAUJO, Robinson Luis)

"Liderança Cristã é a arte de influenciar pessoas, pela minha vivência espiritual, despertando o interesse em outras, para uma vida eterna com DEUS". Pr (ARAUJO, Robinson Luis)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Cuidado com "Salve Jorge".



A Palavra de Deus no livro de Isaías 5:13, nos diz: "Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede".

Irmãos, isso é uma verdade, como filhos de DEUS, devemos buscar as respostas de perguntas que talvez não temos, mas que é preciso. O Evangelho, em nossos dias, vive um conflito muito grande, as pessoas estão mais pelas emoções, do que por realmente acreditarem naquilo que leem e buscam na Palavra de DEUS. Estamos em pleno século 21, e somos levados por Isaías, século VII/VIII a.C., e vemos o quanto o povo de DEUS em nossos dias, andam sofrendo por não buscar o entendimento em aceitar as coisas como elas são impostas.


Vejamos um exemplo:

A globo, lança a sua novela "salve Jorge". Abrimos a porta de nossa casa. Desculpe-me, abrimos não, escancaramos as portas de nossa residência para que o Diabo possa entrar e trazer todas as desordem que é de sua característica, como: "roubar, matar e destruir". Mas será?

Depois, pessoas correm para a igreja, falando que estão doentes, que seu casamento esta em crise, que há traição, que os filhos não obedecem, que a homossexualidade e o afastamento de DEUS é verídico em seu lar, que, que, que...

Irmão, eu como Pastor, não quero que você sofra por falta de entendimento. Sendo assim, convido você para dedicar um pouco do seu tempos para refletir e ensinar a outras pessoas, libertando-as do inimigo. Vamos lá:
O significado de Salve é: Seja Elevado, Seja Honrado, Glorificado a uma entidade de nome Ogum. Uma das entidades do Candomblé. Não assistam essa novela, a Globo quer colocar Entidades Maléficas nas suas casas!

Buscando por meio dos recursos da NET, encontrei em:  http://extra.globo.com/tv-e-lazer/salve-jorge-serei-pior-que-carminha-diz-claudia-raia-proxima-vila-das-nove-6454265.html#ixzz2A2aQmNvU, uma fala da atriz Claudia Raia e ela fala:  "Se você achou que Carminha (Adriana Esteves) foi a pior das vilãs do horário nobre nos últimos anos, é melhor se segurar na cadeira, pois a misteriosa Lívia (Claudia Raia) promete colocar a megera de “Avenida Brasil” no chinelo, em “Salve Jorge”, no ar a partir de segunda.
— A Carminha é passional, diferente da Lívia, que é fria, cruel. Vou ser muito pior que Carminha. Nada atinge a Lívia. Ela não se fragiliza. É uma barbaridade absoluta o que ela faz — explica Claudia, que já viveu vilãs em “Torre de Babel” e em “Sete Pecados”, mas garante que as duas não chegam nem perto da socialite duas caras".


Irmãos, o que querem colocar dentro de nossas casas? Fechem a porta!

Em: http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/diversao/2012/10/20/311477-salve-jorge-nanda-costa-diz-que-acredita-e-que-pede-a-protecao-de-sao-jorge#0, a atriz Nanda Costa, que dará vida à Morena [uma moça cheia de personalidade que nasceu e foi criada no Complexo do Alemão, comunidade do Rio de Janeiro], na novela Salve Jorge, de Glória Perez, revelou que acredita no santo, e que pede ajuda sempre que precisa: "Acredito e tenho muita fé! Às vezes peço a ele proteção no decorrer do meu caminho", afirmou.


Vejamos um pouco da história de São Jorge

Jorge teria nascido na antiga Capadócia no ano de 275, região do centro da Anatólia que, atualmente, faz parte da República da Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, ela própria originária da Palestina, Lida, possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade — qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Nicomédia, exercendo a função de Tribuno Militar.
Nesse tempo sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi-se para a corte do Imperador. Jorge, ao ver que urdia tanta crueldade contra os cristãos, parecendo-lhe ser aquele tempo conveniente para alcançar a verdadeira salvação, distribuiu com diligência toda a riqueza que tinha aos pobres.
O imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos e no dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os romanos deviam se converter ao cristianismo.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo. Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “O que é a Verdade?”. Jorge respondeu-lhe: “A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiando me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade.”
Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganhado notoriedade e muitos romanos compadeceram-se das dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia (Ásia Menor).
Os restos mortais de São Jorge foram transportados para Lida (Antiga Dióspolis), cidade em que crescera com sua mãe. Lá ele foi sepultado, e mais tarde o imperador cristão Constantino mandou erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis, para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente.

Uma bela história, porém não podemos adorar a homens e sim a DEUS. Um mártir, realmente foi. Mas a rede globo, não é uma emissora cristã, esta voltada ao ocultismo e tenta deturpar toda uma história, pois a novela tem algo oculto.

Feche a porta!


Procurando um pouco mais, encontrei em:  http://povodearuanda.wordpress.com/2012/04/19/salve-jorge-cavaleiro-de-ogum/, algo escrito por Alex de Oxóssi de Rio Bonito/RJ. Ele nos fala um pouco de "Salve Jorge".
São Jorge foi sincretizado na nossa Umbanda com o Orixá Ogum. Na verdade, creio que podemos dizer que São Jorge, assim como Santo Expedito, são hoje na espiritualidade espíritos que se adequam às propriedades do Orixá Ogum, e da mesma chefiam suas falanges, nos ajudando a combater as demandas diárias, as nossas lutas pessoais, as perseguições insensatas que as vezes sofremos. Protegem-nos do ataque das sombras quando queremos evoluir, quando tentamos superar nossas fraquezas, nos apoiam quando nos propomos a não repetir erros do passado. A força de Ogum nos dá firmeza, nos dá tenacidade, nos dá empenho, não nos deixa nos abater, e se caímos , Ogum e seus seguidores de Luz nos levantam, da mesma forma que somos advertimos se fugirmos da Justiça, se não estivermos enxergando o lado certo do caminho, se nossas palavras de Fé não condizerem com nossos atos.
A espada e o ferro que simbolizam Ogum trazem a mensagem de Lei cumprida, benevolência, coragem e a magia. Ogum é o dono das estradas, sua espada e seu escudo é tudo o que tem e o que lhe basta. Mas Ogum também tem o domínio do caminho entre os Mundos, e a ele lhe prestam respeito todos os Exus. Estes guardiões executam a Lei em todos os planos em qualquer lugar, sob a ordem de Ogum.

Oração ao Pai Ogum

Meu Pai Ogum, que com sua Força e Sua Lei eu possa superar todas as demandas, vencer todas as batalhas, as batalhas da minha alma, as batalhas da vida. Que as perturbações se transformem em conhecimento e trégua, que as más vibrações sejam transmutadas pelo fio de sua espada, e se transformem em Luz.
Que eu ande pelas estradas com seus guias e guardiões, me ladeando passo a passo, porque grande é a minha Fé, e grande a Esperança que o caminho é a própria semeadura e o destino é o resultado da mesma. Que sob o Sol e sob a Lua, meus passos não se cansem , eu não esmoreça frente a fome, sede ou solidão. Que seu grito de guerra ecoe na minha alma sempre que estiver para errar ou me aquebrantar.
Que a sua Lei sempre se cumpra de acordo com seus desígnios, que eu ande por toda parte, mesmo nos caminhos escuros e trevosos se preciso for, mas em sua companhia e dos seguidores, serei sempre intrépido e cumprindo a minha jornada com júbilo e brilho em meus olhos.
Que as vezes que eu for seu instrumento de guerra, que eu seja imbuído de uma finalidade, pelos campos atormentados desta Terra Fria. Que eu tenha plena consciência e meus atos tenham o objetivo de cumprir as mudanças que determinares.
E que a sua Paz abrace finalmente a minha alma, pois eu compreenderei que todas as lutas valem a pena, quando são travadas em nome do Bem, da Verdade e do Progresso Espiritual.
SALVE MEU PAI OGUM! SALVE A COROA MAIOR DE ZAMBI! SALVE A UMBANDA BENDITA QUE NOS CONDUZ!


A Palavra de DEUS em Mateus 4:10, nos afirma: "Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás".
Feche a porta!


Buscando um pouco mais, para que você não ache que estou baseando-me em apenas um contexto, de alguém, mostro um pequeno texto extraído do Livro: IEMANJÁ / OGUM , da Coleção Orixás, de Pai Ronaldo Antonio Linares e Pai Diamantino Fernandes Trindade, que brevemente estará sendo reeditado pela Editora Madras
QUEM É SÃO JORGE???
LENDA AFRICANA SOBRE OGUM
1. OGUM – ORIXÁ DO FERRO E POR EXTENSÃO, ORIXÁ DA GUERRA.
OGUM era, a princípio, apenas o Orixá do ferro. O ferro com que se faz a ferramenta, a enxada e, também as armas com que os guerreiros se defendiam dos predadores (África = Pátria dos grandes felinos). Naturalmente, a eficiência destas armas fatalmente seria utilizada na guerra.
De todas as lendas africanas sobre os Orixás, a que nos merece maior crédito, pela sua profundidade, é a descrita por Pierre Verger na sua obra ORIXÁS:
“OGUM, como personagem histórico, teria tido o filho mais velho de Odùduà, o fundador de Ifé. Era um temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou vitorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré , “Rei de Iré”. Por razões que ignoramos, OGUM nunca teve direito a usar uma coroa ( adé ), feita com pequenas contas de vidro e ornada por franjas de miçangas, dissimulando o rosto, emblema de realeza para os iorubás. Foi autorizado a usar apenas um simples diadema, chamado àkòró , e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nomes de Ògún Oníìré e Ògún Aláàkòró inclusive no novo mundo, tanto no Brasil como em Cuba, pelos descendentes dos iorubás trazidos para esses lugares.
OGUM teria sido o mais enérgico dos filhos de Odùduà e foi ele que se tornou o regente do reino de Ifé quando Odùduà ficou temporariamente cego.
OGUM decidiu, depois de numerosos anos ausente de Irê, voltar para visitar seu filho. Infelizmente, as pessoas da cidade celebravam no dia da sua chegada, uma cerimônia em que os participantes não podiam falar sob nenhum pretexto. OGUM tinha fome e sede; viu vários potes de vinho de palma, mas ignorava que estivessem vazios. Ninguém o havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter ficado ausente durante muito tempo. OGUM, cuja paciência é pequena, enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas mais próximas, até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe suas comidas prediletas, como cães e caramujos, feijão regado com azeite de dendê e potes de vinho de palma. Enquanto saciava sua fome e sua sede, os habitantes de Irê cantavam louvores onde não faltava a menção a Ògúnjajá , que vem da frase Ògún je ajá (“Ogum come cachorro”), o que lhe valeu o nome de Ògúnjá . Satisfeito e acalmado, OGUM lamentou seus atos de violência e declarou que já vivera bastante. Baixou a ponta de seu sabre em direção ao chão e desapareceu pela terra adentro com uma barulheira assustadora.
OGUM é único, mas, em Irê, diz-se que ele é composto de sete partes. Ògún méjeje lóòde Iré , frase com que faz alusão às sete aldeias hoje desaparecidas, que existiriam em volta de Irê. O número sete é, pois, associado a OGUM e ele é representado, nos lugares que lhe são consagrados, por instrumentos de ferro, em número de sete, catorze ou vinte e um, pendurados numa haste horizontal, também de ferro: lança, espada, enxada, torques, facão, ponta de flecha e enxó, símbolos de suas atividades.“
Mais adiante, Verger fala de sua vida amorosa:
“A vida amorosa de OGUM foi muito agitada. Ele foi o primeiro marido de Oiá, aquela que se tornaria mais tarde mulher de Xangô. Teve, também, relações com Oxum antes que ela fosse viver com Oxossi e com Xangô. E, também, com Obá, a terceira mulher de Xangô, e Eléfunlósunlóri , “Aquela-que-pinta-sua-cabeça-com-pós-branco-e-vermelho”, a mulher de Òrisà Oko . Teve numerosas aventuras galantes durante suas guerras, tornando-se, assim, pai de diversos Orixás, como Oxossi Oranian.”
A importância de OGUM vem do fato de ser ele um dos mais antigos dos deuses iorubás e, também, em virtude da sua ligação com os metais e aqueles que os utilizam. Sem sua permissão e sua proteção, nenhum dos trabalhos e das atividades úteis e proveitosas seriam possíveis. Ele é, então e sempre, o primeiro e abre o caminho para os outros Orixás.
Entretanto, certos deuses mais antigos que OGUM, ou originários de países vizinhos aos iorubás, não aceitaram de bom grado essa primazia assumida por OGUM, o que deu origem a conflitos entre ele e Obaluaiê e Nanã Buruku.

2. SINCRETISMO RELIGIOSO
O ideal de liberdade é inerente à própria condição do ser humano. Mesmo o mais vil dos assassinos sonha com a liberdade. O que se dizer então do homem que nascendo livre nas savanas africanas e reduzido à humilíssima condição de escravo, sem nada ter feito para merecer esse castigo. Assim, em seus sonhos de liberdade, o negro africano via em OGUM, o Orixá da guerra, a força que necessitava para conseguir sua liberdade.
Um dia o negro empunharia a lança e a espada de OGUM, mataria os brancos, vingando amigos e parentes mortos por estes e tomaria de uma de suas grandes canoas (caravelas) e voltaria à sua terra natal.
Diante do exposto, cultuar OGUM era, para o negro africano, vital. Era ele quem os ajudaria na batalha, lhe daria forças e quem sabe lhe emprestasse a coragem de que tanto necessitava.
A figura de SÃO JORGE nos mostra um homem todo coberto com uma armadura de aço, ferindo com uma lança, o dragão, símbolo do mal. O OGUM que o negro conhecia e que era o Orixá do ferro era um Orixá guerreiro. O branco lhe impunha a imagem de SÃO JORGE dizendo-lhe que esquecesse o Orixá guerreiro o continuasse humildemente cultuando OGUM “disfarçado” na imagem do Santo Católico.
As imagens tão populares, no período colonial, eram na sua grande maioria, esculpidas em madeira. O negro africano quando cumpre uma obrigação, retira do lugar sagrado onde ele deu a obrigação, um pedaço de solo, geralmente uma pedra e a qual dá-se o nome de OTÁ e que ele cultua como objeto sagrado pelo resto de seus dias. Para não trair seus deuses de origem, o negro habilmente, escavava a imagem do Santo Católico e introduzia nessa escavação o OTÁ correspondente ao Orixá. Desta forma ele poderia voltar-se para uma imagem do Santo Católico e reverenciar o Orixá Africano.
O branco acabou por descobrir que os negros escavavam as imagens. Quando este fato ocorreu, o negro justificou que a imagem oca não trincava e que a pedra na base servia para dar maior estabilidade à imagem. O branco ladino passou a utilizar-se destas imagens que eram encomendadas aos negros para ocultar no seu interior, fumo, ouro e pedras preciosas. Essa imagem era vedada com uma massa preparada com cera de abelhas e serragem e enviada à Europa sem pagar os direitos do rei, surgindo desta forma de contrabando a expressão “SANTINHO DO PAU OCO” como sinônimo de coisa marota.
Às vezes, o dono do engenho, o senhor das terras tinham um santo de devoção pessoal e obrigava o negro a cultuar esse santo. Isto justifica o fato de em Salvador, OGUM ser sincretizado com SANTO ANTONIO e não com SÃO JORGE.
Para que se entenda melhor, SANTO ANTONIO foi considerado como Capitão do Exército Nacional e pároco da igreja a ele dedicada, recebia o seu soldo do quartel.

3. RESUMO HISTÓRICO DA VIDA DE SÃO JORGE
São muito contraditórias as histórias sobre a vida de SÃO JORGE. Vejamos o que diz a Enciclopédia Barsa a respeito do assunto:
“Santo de grande devoção popular, padroeiro da Inglaterra, de Aragão e Portugal”.
Crê-se que foi martirizado em Lydda, na Palestina. Não há razão de se supor que ele se tenha referido a história eclesiástica de Eusébio, tanto que tem sido desacreditada a assertiva de Gibbom de que se tratava de Jorge da Capadócia, oponente de Atanásio. Do século XI em diante, tornaram-se muito populares várias lendas sobre a vida de SÃO JORGE, que foram se tornando cada vez mais extravagantes.
A história do salvamento da virgem do dragão, aparecida no fim do século XII, e popularizada no ano seguinte, deve-se talvez ao fato de que a lenda clássica de Perseu e Andrômeda se refere a Jaffa ou Arsuf, não longe de Lydda.
SÃO JORGE ficou conhecido na Inglaterra, pelo menos a partir do século VIII. Não está claro, porém, porque se tornou patrono. Sem dúvida, os cruzados que voltavam de suas campanhas popularizavam o culto (diz-se que foi visto ajudando soldados no cerco de Antióquia), em 1.098, mas é provável que não tenha sido reconhecido como tal até o Rei Eduardo III havê-lo feito patrono da então recém-fundada Ordem da Jarreteira.
Em Portugal, sua devoção parece ter sido introduzida pelos cruzados ingleses que auxiliaram Dom Afonso Henriques na conquista de Lisboa, em 1.147.
Dom João I, o fundador da dinastia de Aviz, foi grande devoto de SÃO JORGE e o fez patrono nacional, em substituição a Santiago, que já era dos castelhanos.
Ordenou que sua imagem eqüestre figurasse nessa célebre procissão e era de praxe a presença do santo.
Em São Paulo, esse costume perdurou até 1.872, quando a imagem desequilibrou-se do andor e caiu sobre um soldado, matando-o.
No Rio de Janeiro, a Irmandade de SÃO JORGE mantém sua igreja, de afluência popular, na Praça da República.
SÃO JORGE é um dos catorze santos auxiliares, e a sua festa tanto nas igrejas ocidentais, como nas orientais, é comemorada no dia 23 de abril.“
Vejamos agora uma opinião de Mario Sgarbosa e Luigi Giovanini no livro “Um Santo Para Cada Dia”, das Edições Paulinas.
“Se de SÃO JORGE possuímos só os Atos do martírio e mais precisamente sua Paixão (considerada apócrifa já pelo Decreto Gelasiano do século VI), poderíamos até duvidar de sua existência histórica Todavia, não se pode apagar com um simples golpe de caneta, uma tradição tão universal: a Igreja do Oriente o chama de grande mártir e todos os calendários cristãos incluíram-no no elenco de seus santos. SÃO JORGE, além de haver dado nome a cidades e povoados, foi proclamado padroeiro de cidades como Gênova, de regiões inteiras espanholas, de Portugal, da Lituânia e da Inglaterra, com a solene confirmação, para esta última, do papa Bento XIV”.
Este culto extraordinário tem origens muito remotas, uma vez que seu sepulcro em Lydda, na Palestina, onde o mártir foi decapitado no início do século IV, era alvo de peregrinações já na época das cruzadas, quando o sultão Saladino destruiu a igreja construída em sua honra. A imagem de todos conhecida, do cavaleiro que luta contra o dragão, difundida na Idade Média, faz ver a origem da lenda criada sobre este mártir e contada de várias maneiras em suas muitas paixões.
Diz a lenda que um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. Um dia coube à filha do rei ser oferecida em comida ao monstro. O monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até as margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz quando, de repente, apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era SÃO JORGE. O valente guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem o levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo em nome de Cristo para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.
Também o fim deste glorioso mártir tem o sabor de lenda: Foi condenado à morte por ter renegado aos deuses do império. Os algozes infringiram-lhe no corpo os mais atrozes tormentos. Ele parecia de ferro. Diante de sua invicta coragem e de sua fé, a própria mulher do imperador se converteu. Muitos cristãos, amedrontados diante dos carrascos, encontraram a força de dar o testemunho a Cristo com o extremo holocausto de suas vidas. Por fim, também SÃO JORGE inclinou a cabeça sobre uma coluna e uma espada super-afiada pôs fim a sua jovem vida.”
Na verdade, a região do Oriente onde os mercadores europeus cruzavam em busca das especiarias da Índia, havia a crença popular de um herói local cuja representação era a de um guerreiro árabe montado num garanhão branco que, juntamente com o cavaleiro, atacavam o dragão que simboliza as forças do mal.
A representação artística deste fato impressionou os cruzados (guerreiros de diferentes nacionalidades, mercenários ou não, que a mando do Papa tentavam tomar o poder na região para que a Igreja Católica pudesse se beneficiar, não só ficando dispensada do “pedágio” até então pago aos árabes, como cobrando esse mesmo pedágio das caravanas e mercadores estrangeiros) que levaram essa imagem posteriormente santificada pela Igreja numa tentativa de evitar que os cristãos cultuassem um mito não-católico. Tanto isso é fato, que a despeito de SÃO JORGE ter sido cassado pela Papa Paulo VI, não temos conhecimento de nenhuma igreja dedicada a este santo, ter fechado suas portas.
No dia 23 de abril as igrejas de SÃO JORGE, no Rio de Janeiro e Salvador, são muito concorridas e sua frequência é principalmente devido àqueles que aos domingos vão a Igreja e as segundas, quartas e sextas, vão ao Terreiro.


Queridos irmãos, feche a porta de sua casa, aproveite o horário dessa novela terrível e invista em sua família, lendo a Bíblia, compartilhando bons livros, brincando com seus filhos, fechando a porta para o que o Diabo quer fazer: roubar, matar e destruir.


Pr Robinson Luis de Araujo - Aquidauana/MS

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