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"O verdadeiro mestre é aquele que da condições para que seu discípulo o supere".

"O caráter de Cristo em nossas vidas materializa-se não pelas palavras que falamos, mas pelas nossas atitudes e exemplos. Palavras se vão, exemplos ficam". (ARAUJO, Robinson Luis)

"Liderança Cristã é a arte de influenciar pessoas, pela minha vivência espiritual, despertando o interesse em outras, para uma vida eterna com DEUS". Pr (ARAUJO, Robinson Luis)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Por que não atirar a Pedra?




Por que não Atirar a Pedra?

Queridos, vivemos em tempos de conflitos. Nossa correria do dia a dia, nos coloca em xeque: desejos, vontades, desafios, vida atarefada, muitas vezes nos levam a loucura e queremos a qualquer custo arrebentar com tudo, jogar a pedra.

De repente, começam a nos acusar, a falar de nossa vida, julgar-nos sem mesmo nos darem a chance de nos defendermos. Ficamos arrasados, muitas vezes temerosos. Mas, de repente, na Bíblia Sagrada, encontro um texto, onde pessoas tentam terminar com tudo, atirando pedras. Vejamos:

“Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério. Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério. Moisés mandou-nos na lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu a isso? Perguntavam-lhe isso, a fim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra. Como eles insistissem, ergueu-se e disse-lhes: Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra. Inclinando-se novamente, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela sua própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele. Então ele se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Disse-lhe então Jesus: Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.” (João 8:3-11).

Gostaria de refletir em alguns itens:

Primeiro - Encontramos homens, condenando homens e testando a capacidade de pensamento do Mestre. Estes homens: Os escribas ou escrivães era aqueles que na Antiguidade dominava a escrita e a usava para, a mando do regente, redigir as normas do povo daquela região ou de uma determinada religião. Também podia exercer as funções de contador, secretário, copista e arquivista. Já os Fariseus (do hebraico פרושים) era o nome dado a um grupo de judeus devotos à Torá, surgidos no século II a.C. Opositores dos saduceus, criam uma Lei Oral, em conjunto com a Lei escrita, e foram os criadores da instituição da sinagoga. A palavra Fariseu tem o significado de "separados", " a verdadeira comunidade de Israel", "santos". Sua oposição ferrenha ao Cristianismo rendeu-lhes através dos tempos uma figura de fanáticos e hipócritas que apenas manipulam as leis para seu interesse;

Segundo - Temos uma mulher que fora pega em adultério, e naquela ocasião, ela deveria ser morta, pois tal ato, a condenava a severa retalhação;

Terceiro – Temos o Mestre, Jesus. Ele não julgou a ninguém. Não poderia participar de tal ato, pois Ele deveria ser diferente, como enviado de DEUS, sendo o próprio DEUS, como fazer a mesma loucura dos homens? Porém estava sendo testado por aqueles que se achavam melhores que os outros, foi colocado à prova;

Quarto – Se houve uma mulher apanhada em prostituição, com certeza deveria ter o homem. Porém a Palavra de DEUS, em Seus mandamentos, mandava apedrejar a mulher e o homem. E onde estava o homem, por que não o trouxeram? Ele também deveria ter a mesma condenação daquela mulher!

Quinto – Jesus deu a resposta mais sábia, dando um xeque-mate naqueles homens que eram mentirosos, viviam toda a orgia pecaminosa, cuidando de seus interesses e julgando os casos que eles mesmos praticavam.

Sexto – A mulher é salva e não é condenada por aquele que poderia atirar a primeira pedra.

Depois da atitude de Jesus, fico imaginando a cara daqueles homens que se julgavam os “melhores”, a “nata” do povo, sendo julgados por sua própria consciência. Sendo assim, devo nos chamar a atenção e dizer que, não devemos atirar a pedra quando somos levados a estarmos em posição de acusados e no meio de pessoas que se acham os melhores.

Somos defendidos por Jesus, nosso maior advogado. Deixemos elas serem acusadas por sua própria consciência, pois não existe nada melhor do que o tempo para falar quem realmente as pessoas são. Não atire pedra, pois Jesus não faria isso. Ponha-se em posição de reflexão, como o próprio Mestre o fez, quando abaixou e escrevia na areia o que cada um ali fazia de errado e quem realmente eram.

Atirar pedra é para aquelas pessoas que não conseguem ser julgadas por si mesmas, que se sentem ameaçadas pelas pessoas, que não são verdadeiras, que precisam disso para tentarem ser alguém. Não, não atire a pedra, pois poderemos ser julgados por nós mesmos.

Pr Robinson Luis de Araujo – Aquidauana/MS
citação: (Araujo, Robinson Luis)

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